2018.

Estou agradecida por este ano. Estou agradecida por todas as experiências que tive, por todos os sonhos que realizei em 2018. Estou agradecida por este ter sido o primeiro ano da minha vida a fazer algo de que gosto e me completa, e ter a sorte de ser paga para o fazer. Estou agradecida pelas pequenas vitórias, pelos desafios, mas também pelas tristezas. Tanta coisa mudou, mas tantas outras permaneceram iguais.

2018 foi o ano de me focar em mim e de me fazer feliz. Foi o ano em que viajei para a Polónia para ver os Guns n’ Roses, contrariando todos aqueles que me chamavam de maluca. Foi o ano em que visitei Auschwitz-Birkenau, o momento em que tudo em mim mudou ao ver as coisas que lá aconteceram, e que agora guardo comigo porque algo tão horrível nunca nos deixa verdadeiramente, fica marcado dentro de nós. 

Foi um ano de concertos únicos, um ano em que risquei da minha lista praticamente todos os meus ídolos. Marilyn Manson, Ozzy Osbourne, Pearl Jam, Alice in Chains, Jack White, U2, Ugly Kid Joe… tantas primeiras filas. Foi também o ano em que me reencontrei com Roger Waters, para mais um concerto incrível.

Foi o ano em que viajei até ao Alentejo para rever o meu amigo de uma vida, quase sempre distante mas sempre perto do meu coração.

Foi um ano de encontros e despedidas, um ano em que aprendi a viver sem a minha melhor amiga ao pé. Um ano em que trabalhei para retomar relações frágeis. Um ano em que, se calhar mais do que nunca, decidi quais as pessoas que quero ter ao lado, e em que percebi o quão exigente é manter relações saudáveis e fortes.

Foi mais um ano em que, sobretudo, continuei ao lado do meu amor, mais um ano em que me esqueci cada vez mais do que era viver sem ele. Um ano que também serviu para começar-mos a pensar no nosso futuro, que pode estar já aí ao virar da esquina.

Estou agradecida por 2018 não ter sido mau para mim. Mas acho que, depois de anos e anos de partidas, perdas e dores inimagináveis, já não há assim tanta coisa de mal que me possa acontecer.

Que 2019 venha com mais amor, mais felicidade, mais concertos e mais viagens, com mais força para aguentar tudo o resto, e com mais saúde. Principalmente com mais saúde. Porque eu cá não penso em desistir nunca do caminho que me foi dado, e recuso-me a aceitar esta doença que não tem, nem nunca terá a minha cara.

Estou agradecida por 2018, mas com medo de 2019. Medo porque pressinto que algumas coisas que receio vão mesmo acontecer. Cá estaremos para isso. Entretanto, guardarei dentro de mim este 2018, um ano em que fui feliz com o que me foi dado, um ano em que fiz os possíveis para ser feliz, contrariando todas as coisas menos boas que foram acontecendo.

Podes vir, 2019. Estou com medo, mas podes vir.